quarta-feira, 9 de setembro de 2009

e pronto

Foi no segundo em que reflecti e olhei a minha vida de cima que me apercebi que os sentimentos , que as atitudes também falavam. Foi quando percebi o quanto o mundo tinha mudado e eu continuava com o mesmo pensamento como se tudo fosse igual, mas estava tudo de pernas para o ar. A dor que senti foi apenas o choque de quando relamente abri os olhos e encarei tudo da maneira mais correcta, mas não era a minha cabeça que não queria acreditar, era o meu coração. Tudo o que tinha construído eram agora pedaços de terra espalhados no chão, pisados por almas alheias a quem culpava cada segundo que passava, mas lá no fundo eu sabia que os únicos culpados éramos eu e tu, não os outros que passavam agora por cima pois desconheciam o peso que transportava a minha alma dia apos dia. Falo apenas no eu, agora, pois desaprendi a falar por ti. Deixava a raiva dominar todos os meus sentidos e apenas sabia dar valor as lágrimas que me escorriam o rosto em poucos segundos, e cada vez eram mais, e mais. Quis culpar-te, quis culpar-me, quis culparnos. Perguntei a deus e supliquei apenas a resposta se a culpa tinha sido apenas minha, pois o que agora eu daria todo o valor merecido na altura não passava de “mais algo” que tinha em minha posse, pois conquistei tudo fácil demais. A luta, a guerra em vez de antes, foi depois. E no fim da historia já nada que possa fazer vai levar a algum lado pois para escrever já não haveria nada, o espaço no nosso livro acabou e dia após dia iria viver o mesmo fim de todos. Eu corria para trás enquanto folheava tudo o que escreveste sobre nós, e mais a minha alma se sentia magoada ao ver tudo aquilo virar letras, virar palavras. Sentia o teu abraço e ouvia a tua voz reconfortando-me e parecia estar tudo bem, mas nunca estava. Insisti neste fim, dias, semanas, meses. Feri-me vezes sem conta, cai mais do que deus me permitira cair. Mas continuava a correr. Em vez de lágrimas percorrerem-me o rosto, tornou-se sangue a percorrer-me a alma enquanto esboçava um sorriso perante toda a gente a fingir que estava bem, mas tu vias para alem de mim. Tu vias para alem do meu sorriso e vinhas para o meu lado dar-me a mão e tornar das palavras escritas de novo uma historia real, mas eram apenas segundos. Eu estava ali e apenas pensava que mais nada iria ser o mesmo, mas continuava. Quando me ajudas-te a levantar, tornou-se tudo demasiado fácil, cada segundo passava mais rápido e eu so queria que o tempo parasse e nunca esgotar aquele momento, viver para sempre em cima daquela pequena hora que rápido se tornava memoria pois já não estavas a meu lado quando voltava a abrir os olhos. Estava perdida no meio de uma multidão, e estava sozinha a procura do teu abraço que nunca mais voltava. Tranformei-te num mundo, onde não mais havia espaço para eu viver mas eu recusava-me a ir embora. Até hoje, ate que o teu erro queimou tudo o que havia que ainda nos unia, e eu queimei com ele. Admitir que sofri não é fazer de mim uma pessoa fraca pois por trás do meu sorriso, as lágrimas nunca as escondi de ninguém. Apenas demonstrava a quem podia ver para alem do meu corpo, a quem podia ler no meu olhar todo o meu pensamento. Quanto tempo eu tive no chão, não me interessa, mas foi muito. Todas as vezes que me levastas-te, eram mentira, eram como tudo o que crias-te em mim, ILUSAO. Mas so agora é que os meus olhos viram para alem do que tu mostravas. Só agora é que os meus olhos te conheceram em frente de um espelho. E quando a tua alma ficou transparente eu vi tudo o que precisava, para acabar com a mentira que nos unia. Desculpa os meus erros precipitados, desculpa os meus erros não pensados. Mas a culpa não foi minha. Todas as minha lágrimas secaram, o meu sangue parou. Já não sinto nada quando penso na tua pessoa, nem um pouco de raiva, nem mais nem menos amor. tudo o que nos rodeia é nulo, está tudo desfeito em pedacinhos de terra no chão. Achas que vou erguer todo de novo sozinha? Quem cai a primeira é inocente, quem cai a segunda é crente, quem cai a terceira é ingénuo, quem cai a quarta é burro. tenho de tudo, mas muito pouca de burra. Da próxima vez que quiseres dirigir-te a mim levanta a cabeça, nunca mais estarei por baixo.

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