terça-feira, 7 de dezembro de 2010

não sei

oh minha inocencia perdida, onde pairas tu? lacrimejo ao ver-te de olhos cerrados a vida, esperando que alguem feche por ti as grandes portas entre tu, e todos nós. 
É infeliz o facto de o terem escolhido por ti...o teu sorriso eterno afinal estava destinado a um triste fim escrito por Deus, e é de facto nestas alturas que me questiono se a justiça divina realmente existe.
Agora mais que nunca acredito que nao... acreditava ate hoje mesmo nunca me terem apresentado factos em como a nossa origem suprema existe, mas foi hoje que me apresentaram factos que NÃO.
Que Deus é o nosso para deixar partir uma alma tao docil e tao suave, tao carinhosa. Há sofrimentos na vida que podemos afirmar serem destinados, para o nosso proprio bem, para crescermos. mas tu com isto nao cresceste, paras-te por ai para nunca mais. e quem aprendeu a crescer com isto? acho que todos nós so deixamos morrer um pouco, nao aprendemos nada, a nao ser realmente que existem coisas fora do alcance de uma mente normal humana.
poderias ate estar a meu lado a perceber o meu pensamento, mas realmente duvido que acompanhes certos raciocinios tao crueis que tenho contra quem te tirou de nós, que se para mim são incompreenciveis, para ti... não sei.
no fim de todas as contas pode ser que até percebas melhor que toda a gente a origem desta realidade. espero que nao tenhas sofrido por isso, e se sofreste, nao sabes o quanto eu lamento.
já tentei varias vezes escrever algo em tua homenagem, e sendo que com este assunto me predomina a raiva nao consigo mais escrever carinhosamente.
recordarte-ei, como acredito que faram muitos dos meus, da melhor forma possivel. tenho a certeza que nunca fizes-te nada para merecer tal destino pois o teu tempo, nao deu tempo. o teu sorriso será sempre um grande simbolo na minha memoria, e a ultima vez que te vi, lamento profundamente nao te ter abraçado da forma que eu queria. talvez tenha sido egoismo da minha parte, sei que ia acabar por esmorecer naquele momento e nao queria provocar mais danos em mim propria, mas acho que sabes que todas as vezes que saltas-te para o meu colo e me deste qualquer tipo de carinho, me acompanharam ate ao fim da minha vida. confio no facto de um dia nos reencontramos. espero que continues com a tua mesma inocencia, e, por favor, nunca te revoltes. eu sei que estas so a dormir. Tiago

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Isis Marina Fernandes de... Aqui no meu quarto -.-


ÉS A MELHOR DO MUNDO
 Agora eu passo junto daquelas portadas, todas serradas, e semelha-se a um gigantesco baú com praticamente todas as minhas memórias escritas e ditas lá dentro. Não sei o que sinto ao passar por baixo daquela varanda que tantas horas ao relento passou connosco ao lado, e nós nem lhe ligavamos nenhuma. 
Nem me apercebi...
Não passava tudo das nossas rotinas diárias ver-te por aquela janela, de dentro, ou de fora, a da frente ou dos lados, não importava...mesmo que nem se quer te falasse, via-te
Foi a pouco tempo, depois de tanto passar pela tua porta que notei o quanto me faz falta, e acredito que não só a mim, ver a luz da tua sala ligada e saber que estás lá, não interessa a fazer o quê, porquê... mas estás! Não imaginas a imensa tristeza que existe agora em volta daquele sitio, a tamanha saudade que me aperta o coração e me enche os olhos de tanta água como aquela que hoje nos separa. Só sei suspirar em cima deste assunto, pensar "e se eu pudesse fazer alguma coisa". Trazer-te um dia, uma hora. um minuto. Para recordar-me do teu sorriso sem ser por fotografias, e parece impossivel. Não há uma unica coisa que nao me faça lembrar das nossas cusquices e brincadeiras, das nossas palhaçadas e infantilidades mas nada, mesmo nada, consegue igualar a tua voz, até mesmo quando irritada que sempre me deu pavor. IMAGINA, eu até disso tenho saudades. 
Podes ter a tua absoluta certeza que juntava todos os meus troquinhos pra te mandar uma passagem só de vinda pra Portugal. Só pra abraçar-te o tempo todo e não ter que estar por aqui a escrever uma data de sentimentalidades pra demonstrar o quanto fazes falta neste pedacinho de terra, neste pedacinho de coração. Não sei mesmo fazer um texto cheio de maravilhas pra ti, muito menos escrever sobre o que nos une... sabes que aquilo que nós chamamos de amizade, irmandade, sempre passou por vários altos e baixos e só por tudo o que nós ultrapassamos já esgota qualquer palavra que exista em todos os universos, descobertos, ou não. tenho a certeza disso, porque todos os dias entro no teu fb pra rever tudo o que ja vi ontem, ante ontem, na esperança que a luz da tua sala se acenda outra vez como sinal que estás lá tu e toda a minha familia. Que o baú está pronto pra guardar mais uma data de coisas do nosso dia a dia. Mas, até ao ultimo segundo da minha vida eu vou esperar que voltes, hoje ou daqui a anos sabes que vais ter sempre o maior lugar aqui guardado sempre teu. Com uma cadeira XXL e uma super taça de chocapic pra matar saudades. A sónia tambem me chateia muito a cabeça porque quér ver-te, não tenho resposta alguma a dar-lhe a não ser "amanhã, depois de amanhã...".

tenho saudades tuas. sem duvida que nao preciso de o dizer, mas como ainda cabe por aqui,

AMO-TE

terça-feira, 14 de setembro de 2010

SM (LL)

Era Dezembro, o verdadeiro Dezembro que o mundo merece abundante d’aquele ar gélido que petrifica qualquer pessoa por dentro, e por fora. Aquela hora confesso não me recordar totalmente de como veria as coisas, talvez também geladas como o Janeiro mais frio, desde que me lembro. Não importa, por muito que até aquele momento todas as outras coisas me parecessem tristes, todas as cores mortas, obscuras, parece que foi totalmente inesperada a forma como tudo voltou a ser feliz, mesmo sem os pequenos raios de sol pelo meio das grandes nuvens existentes por aquela altura. O cheiro, não me esquecerei nunca pois penso que seja o mais agradável de se sentir… terra molhada. Não sei se de chuva, se encharcada de minhas lágrimas por depois de tanto tempo ainda não ter encontrado ninguém para me fazer sorrir como o fazia, quando inocente e pequenina, inconsciente, pouco lúcida, pouco culta e tudo o resto característico de uma criança. Talvez naqueles minutos algum sentimento me abrangesse também a mim, além das outras pessoas. Tudo o que eu tinha eram amigas, saudades de amigas, conversas, saudades de conversas, e esperança de me poderem trazer a segurança que traz os braços de um homem na nossa consciência, tudo com palavras perdidas no tempo e muitas vezes ditas sem razão só para ninguém se perder no meio do caminho, só para dar tempo de curar todas as feridas até podermos seguir em frente sozinhos.

Não sei que mais em pensava, já foi há um tempo… mas não foi coincidência. Acredito até hoje que as horas naquele dia estavam contadas, e todos os momentos, todas as razões para, interligadas. Não vejo outra explicação para esbarrar no teu sorriso vezes sem conta, até me aperceber que não eram apenas obras ao acaso. Tudo o que eu imaginava sobre nós tomava como uma ilusão… um simples beijo nunca duvidaria, já que esse era o meu desejo desde o inicio e pelo que todos os dias me confessas, também o teu. E ao saber disso hoje penso como as coisas decorrem com todo o sentido e como já referi milhares e milhares de vezes fico feliz por ter sofrido tanto até ao dia, pois tudo o que era realmente meu estava apenas a espera que eu abrisse os olhos para enxergar que estava tudo diante do meu ser mas ao mesmo tempo passava-me ao lado pois as minhas esperanças eram nulas, e a vontade de cair outra vez nas mesmas asneiras era muito pouca.

Felizmente, não foi assim. Talvez eu tivesse mesmo que dar de caras contigo todas essas vezes pra conseguir perceber o que tanto tempo me foi indiferente. Guardo até hoje a minha desculpa pra trocar palavras contigo naquele beco mais inoportuno onde nos podíamos ter encontrado. Acho que nunca te vi tantas vezes na minha vida, como dia 7 de Janeiro deste ano, por muito que convivesses comigo diariamente e eu soubesse que se procurasse ias estar no lugar mais obvio. Sei que não foi dai que me apaixonei, por muito espantada tivesse eu por estares a minha frente naquele lugar, mais triste, onde confessava a mim própria as minhas amarguras a espera da melhor pessoa para as partilhar… mas pensei de certeza porque razão tinhas que aparecer naquela altura. Mas esqueci. Juro que esqueci. Esqueci durante uns momentos até que em vez de me esquecer de ti, esqueci-me de tudo o que estava a fazer, de tudo o que estava a minha espera e de tudo o que eu temia para poder encontrar-te mais a frente, desta vez sem desculpa alguma pra te dar. Não, não corri, não, não estava ansiosa, mas queria ver-te. Só mais uma vez, queria que partilhasses comigo o que nunca deixará de me fascinar.

E foi então que te encontrei mais uma vez, mais solitário, mas não menos sorridente para a minha pessoa. Eu gostava, muito, da tua atitude. Da forma como me olhavas atentamente para me ouvir falar. Da forma como fixavas os teus olhos nos meus, fazendo com que deixasse de reagir a qualquer movimento, tal como um feitiço. E passou-se esse momento também, mais rápido do que eu esperava, mas já não me iludia com o facto de existir destinos traçados. Tu ficas-te ali, e eu segui. E era isso que poderia eventualmente estar escrito.

Mais uma vez, esqueci-me de ti, também de mim, e acho que me invadi de pensamentos alheios e sem piada, sem sentido, apenas para entreter a minha mente com alguma coisa. O meu pensamento sobre ti, tinha ido contigo conforme foste embora e não me lembro sinceramente do que senti na altura…mesmo sem a mínima paixão por ti havia algo de carinho que me envolvia nas tuas palavras. Só que isso ficou-se. Sim, ficou-se. E se eu pensar bem até acreditaria ter-se ficado para sempre ali.

Sem resposta outra vez, eu pergunto não a ti, que sabes tanto quanto eu sobre o que se passou em ambas nossas vidas, mas pergunto a alguém que saiba, se é que se pode tratar por alguém, o porquê de ter que duas hora a seguir estar precisamente num sitio totalmente diferente no meio de tantas almas indiferentes e desconhecidas, e ouvir-te gozar comigo meio de longe. Até podia ser o meu pensamento fixado na tua voz, mas por muito riso que hoje me cause, eu olhei para o lado e pela 4ª vez estávamos os dois, no mesmo sitio, a mesmo hora, no mesmo dia. E acho que não suportei o facto de ignorar o que me trazias, tanto que pedi a mim própria que não te levantasses daquela cadeira para ires embora porque tencionava voltar. E voltei. Voltei, e sei que trocamos mais uma dúzia de palavras desconhecidas, de ambas as partes. E acho que foi ai que referi que tantas coincidências não se podiam dar apenas pelo nome disso. Poderia ser outra coisa qualquer, mas nem tu nem eu esperávamos que fosse o que é hoje, e refiro-o com toda a certeza que o nome de tudo aquilo era e é o maior amor da minha vida. Deixei de trocar qualquer tipo de impressões com outras pessoas, pra troca-las apenas contigo. Para passar horas as mensagens a discutir opiniões e feitios e assim se passaram 2 dias. Apenas isso. 2 dias.

Por iniciativa, minha ou tua, não me lembro, não interessa. Foram aquelas escadas que nos uniram e onde ficarão para sempre guardados grandes momentos da nossa relação, do nosso principio, (e espero eu também que, das nossas vidas). E disto eu lembro-me com todo o prazer, descongelada por dentro e por fora, o único frio que senti foi dentro do estômago como se fosse o meu primeiro beijo. E era. A forma como me agarras-te foi algo fora do que eu estava habituada. Nunca me teriam demonstrado tanto amor apenas com as mãos na minha cintura, como tu o fizeste. E foi ali, no inverno, verdadeiro inverno, com todo o meu corpo petrificado com a tua atitude que eu descongelei os meus pensamentos, que eu tive a certeza que a terra estava molhada da chuva e não mais de lágrimas. Que eu pude sorrir por alguém e sentir-me segura a meio dos braços do homem que eu gostava para poder partilhar qualquer tipo de momento de carinho e paixão, amizade. Por muito que o destino nos reserve, bom ou mau, juntos os separados, um dia, não sei… tenho a certeza que estes dias nunca me saíram da cabeça. A forma como, já tinhas aparecido na minha vida e eu nunca te tinha visto, os teus lábios nos meus e o meu primeiro beijo, com todo o amor que poderia ter para dar. Tudo isto não esta escrito no futuro, esta tudo guardado na minha memoria onde vou sempre com certeza recordar com o maior sorriso do mundo, quando ainda o faço hoje ao acordar e pensar em ti.
Sim, eu amo-te pode parecer exagerado, tanto como pode parecer tão pouco ao lado de tudo o que já passamos, ao tudo o que já senti e sentirei por ti. Mas não me interessa, palavras tão pouco me aquecem como me arrefecem. 

Acho que todos os meus olhares te demonstram tudo o que rodeia o meu, o teu, o nosso pensamento.

Tenho dito meu amor, hoje e sempre,

contigo ou semtigo, vou recordar-te como uma das melhores coisas da minha vida. 

sábado, 7 de agosto de 2010

epá deu-me juro -.-

esqueço-me milhares de vezes que quando me apetece posso descarregar todas as minhas impressões para o nada. só para deixar aqui pra um dia voltar e ler, voltar atrás.
Já que nunca ninguem inventou um comando para desfazer erros que nos magoam, que ao menos nos possamos recordar deles para nunca mais os repetirmos. ou as pessoas que gostamos que não voltam mais, ou o inicio de vidas em conjunto, e por ai fora. nao há nada que dispense recordar.

E toda a gente pensa da mesma forma, toda a gente gosta de pegar em fotografias e recordar momentos de felicidade ou até mesmo tristeza...qualquer coisa. Ás vezes olhar para trás e deixar certas coisas a caminho tambem custa por muito forte que seja qualquer ser humano, parece que aperta qualquer coisa dentro de nós, só nao sabemos onde.
Há quem diga que no coração, o que discordo pois quem sente tudo é a nossa mente, nunca um orgão que contribui sim para a nossa sobrevivencia, não consciencia. E assim emaranhamo nos em duvidas até esquecermos porque estavamos a sofrer, damos 3 passos em frente e vemos outras pessoas, sentimos outro cheiro que nos recorda outra coisa totalmente diferente da que nos tinha passado anteriormente na cabeça. e quanto mais os dias passam mais isso acontece frenquentemente, pois mais coisas já passaram no nosso presente, já estão todas no passado e mais razões temos para nos lembrar-mos delas ao minimo gesto que seja.
E assim passam estações, passam anos, e em todos eles eu paro para pensar no que perdi, e no que ganhei. o verão este ano a mim nao me disse muita coisa, por muitas saudades que tivesse dele. sinceramente prefiro aqueles tons de primavera, onde volta a nascer tudo o que tem cor, onde o sol espreita por meia duzia de minutos e fornece o calor indicado para a altura mas logo depois misturado com o cheiro a terra molhada e uma brisa super gelada que, pelo menos a mim, me diz que tou viva. é fantastico e gostava de poder partilhar isso com pessoas que acredito que cá estejam embora não as veja, só as sinta. todos os dias da minha vida. ao acordar e adormecer.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

serginho (L) não me fiques pelo algarve

Não sinto que a distancia nos aproxime, mas faz-me ter certezas do que quero que se sinta entre nós.. sera isso ao que se chama, fortalecer a relação? Não sei, mas com o passar das noites vai doendo cada vez mais a ausencia do teu toque, mas logo um sorriso me acalma trazendo a certeza que no futuro te voltarei a abraçar. Sinto muito a tua falta, e disso resultam tantas vezes aqueles momentos de tristeza, em que se te oiço dizer ‘não gosto de ver assim’ e ainda mais me magoa, pois mais vontade me invade o pensamento. Mas é bom, sinto que é bom e que no futuro, a teu lado, eu vou-me rir destas alturas em que longe nos desejavamos de uma maneira que só tu conheces pois precensiaste-a mais que muitas vezes. A alegria que me possui quando me apercebo que és tu que me estás a ligar, é tanta que me confunde muitas vezes c a saudade.


amo-te, é a única certeza que a minha me tem dado ultimamente e sinto-me bastante satisfeita com esse sentimento que eu espero e acredito que seja mutuo

sábado, 3 de julho de 2010

meu pantufas

eu tenho a certeza que nunca irei imaginar-te fora deste mundo. tu és meu. nunca irás sair de mim.



essas são todas as minhas certezas, não importa quando te voltarei a ver. só guardo saudades.. é estranho quando entro porta dentro e não me pulas pra cima, não me enches de lambidelas. ignorei-te demasiadas vezes e agora nao posso mais partilhar bolacha maria contigo! desculpa. gostava que soubesses ler, ou que pelo menos tivesses do meu lado e percebesses o meu pensamento, nao quero que algum dia penses que nao gostei de ti, porque EU GOSTO. já nao vou mais ouvir-te respirar, deixar a luz acesa de noite, ou desejar-te bons sonhos. nao vou mais chamar-te da janela do quarto a espera que viesses a correr, saltasses para cima da cama e ficasses lá deitado, a olhar pra mim, pra me proteger. contigo, nunca tive medo de estar sozinha. tenho saudades de sentir-te passar por debaixo das minhas pernas pra coçares as costas, e de trocar bolachas contigo de boca em boca. de te agarrar e fazer-te festinhas na barriga. e do teu cheiro. só espero que estejas bem, estejas onde estiveres. que te lembres todos os dias de quando eu era pequenina, e tu maior que eu e ias-me morder os dedos pra brincar contigo. que te lembres das vezes que sai de pijama porta fora pra ir a correr atrás de ti. das vezes em que molhavas toda depois do banho, e quando ficavas a porta a minha espera. quando abrias as janelas e me pregavas os maiores sustos do mundo!


quantas vezes eu coloquei a hipotese de te perder? mas nunca imaginei que fosse realmente possivel. agora... agora perdi. já nao estás aqui comigo pra me fazer companhia no meu cigarro das 4 da manha, pra me acordar quando fazias mt barulho e pra me cagar a cozinha toda. eliminei os teus ultimos momentos da memoria. talvez fosse mais o facto de nao me ter sentado ao teu lado que mais me culpa! acho que merecias que eu ficasse a dar-te miminhos até fechares os olhos. mas agora, só tinha tempo pra mim mesmo sabendo o quanto tu ficavas feliz só por ouvires ou a dizer o teu nome. parece que ainda te oiço raspares a porta, ou te vejo no quintal deitado a apanhar sol. nunca vou conseguir usar umas pantufas, sem terem uma marca tua. juro que a minha saudade será eterna e espero que no dia em que eu feche os meus olhos tambem, sejas dos primeiros a saltar-me pra cima. se podesses falar, sabias mais da minha vida que eu. obrigada pelas vezes que olhavas pra mim enquanto eu desabafava, mesmo sem se quer ladrar. se ha um lugar pra ti em todo o mundo, o maior está na minha memoria, e no coraçao.


1995-2010 ly tufas, ÉS o melhor cão do mundo (L)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

meu melhor namorado

hoje, são olhares inevitaveis e sorrisos, como se diz, instintivos. já não mando mais em meus gestos, em minhas palavras, no meu pensamento... em tudo isso és tu que devoras com cada toque meigo, mesmo que seja de longe, em silencio. deixei de viver a minha vida, para poder viver dentro de ti! não num mundo perfeito, apenas no teu. no doce das tuas palavras, pairam, todos os sentimentos em mim envolvidos como um universo, infinito. esgotei todas as palavras.



hoje, o que fala contigo é a minha cabeça, nao preciso de dizer algo para fazer com que compreendas a minha razao porque tenho a certeza que te digo tudo, só com uma expressão.


hoje, eu queria ser só tu. entrar dentro de ti, tal como fazes quando me invades memórias e opiniões. quando me lembras só de ti. agora por muito extenso que seja ou texto e profunfa a palavra, nada se compara ao que vejo na tua pessoa e dentro de tudo o que dizes, que me tira pés do chão. nao me lembro de nada antes de mim, de ti, de nós. nada me interessa. nada que aprendi, nada que vi, nada que soube, nada que vivi. e depois de ti, só me lembro do que passa desde o momento que chegas, até ao momento que te soa as palavras que sim, mais me magoam. é quando dizes "vou-me embora". se havia sol, já nao existerá mais. é quando, se era leve, fico pesada. se era feliz, fico triste. não suporto ver-te dar dois passos longe de mim, não suporto nenhuma sençassão se não estiveres do meu lado. jurei para nunca mais, sentir-me desta maneira com alguem... não me lembro, porquê. não quero lembrar! foi por me esquecer, que me entreguei. e sendo assim, tenho tudo em branco, menos as vezes que disse, e repito: assim somos muitos, assim somos iguais, e assim somos um. lá está um mundo dentro de duas mãos, de dois corpos e uma unica pessoa. nós não. ou eu, ou tu.